segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Programa nº7

Na semana que vem, começa na televisão aberta o programa eleitoral gratuito. Por uma hora, veremos os candidatos a prefeito e vereador de cada município defendendo suas propostas, mostrando visões... por mais que muita gente desligue a TV nesse horário, ele têm uma influência sobre o seu voto e, sobretudo, mostram o candidato da maneira com que ele quer ser mostrado. O que o Fiz + Sotaques mostra é como as campanhas são feitas... e o que elas exercem em nós, eleitores.


Bloco 1:



Bloco 2:

ESTÁ CHEGANDO A HORA...

Depois de três semanas em reprises, o Fiz + Sotaques reestréia hoje, segunda-feira, dia 11. De agora em diante, só programas inéditos! Nessas três semanas, a equipe trabalhou minuciosamente na produção dos próximos Sotaques (o que só aumenta nossa responsabilidade) e também conquistou novos videorrepórteres. A partir das edições seguintes, contaremos com a colaboração de Thais Brugnara, do Rio Grande do Sul, mais especificamente de Santa Maria. E do paulistano com sotaque de ‘manezinho da ilha’, Pedro Santos, que atuará em Florianópolis, na capital Catarinense.

Infelizmente, nesse tempo perdemos um grande colaborador: o gaúcho Augusto Paim, que residirá nos próximos meses em Bundesrepublik Deutschland. Para os analfabetos em alemão, traduzindo: Alemanha. Antes de anunciar o programa de reestréia, uma dica: nossa nova colaboradora é blogueira e é válido demais conhecer seu espaço na internet.

Está chegando a hora de discutir. E a reestréia do Fiz + Sotaques pega como gancho o início das propagandas eleitorais gratuitas na televisão e no rádio. Entre 19 de agosto e 2 de outubro, uma hora diária da programação desses dois veículos de comunicação será tomada para que os políticos se apresentem e apresentem suas propostas para o eleitorado brasileiro. Afinal, no próximo dia 5 de outubro decidiremos o futuro das nossas cidades. Certo? Será?

Será que escolhemos nossos candidatos por nossa livre, espontânea e honesta vontade? Até onde somos influenciados pelas campanhas eleitorais? Por que será que os candidatos que menos tem tempo na TV são os menos votados? E, por que os que mais investem financeiramente em campanhas são os que ocupam o topo das pesquisas? Pois é, aproveitando o início do período eleitoral (ou seria eleitoreiro?) o Fiz + Sotaques de reestréia vai colocar as pessoas para pensar sobre a importância das campanhas políticas. Afinal, em que medida a propaganda define uma eleição?

Está chegando a hora de refletir...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Moradores de Rua

A reprise do Fiz + Sotaques desta segunda-feira foi o programa a invisibilidade dos visíveis. Falar sobre as pessoas que vagam pelas ruas, aparentemente sem rumo, é difícil - já que insistimos em não ver o pedinte na nossa frente, ou fechamos o vidro na cara da menina do farol.

Alguns projetos acolhem tais pessoas que, diferentemente do que pensa o senso comum, têm familiares e até alto nível de escolaridade. O que elas não têm é a base psicológica, a estrutura psíquica que faz com que os seres humanos não se "descontrolem". E é tão difícil entender isso, já que ao tomar essa atitude de afastamento é como se dissermos "aquele lá não sou eu".

Se foi difícil para os repórteres - e aqui falo por mim e creio que pelos outros que também participaram da edição - abordarem moradores de rua com uma cãmera e perguntas... é assim para a sociedade. Por que ter medo? É medo isso que sentimos quando um pedinte se aproxima, levanta o olhar enquanto nós desviamos a cabeça?

Conheça a Revista OCAS, que dá voz aos moradores de rua em publicações que eles mesmos vendem e, além de um veículo de expressão, é uma maneira de trabalho que os recoloca como cidadão.

E também a Rede Rua, ONG paulistana que trabalha com os direitos dos moradores de rua.

Claro que não estamos pregando sair por aí falando com estranhos... apenas vê-los, e saber que não, eles não são invisíveis.
Gabriela Stripoli

terça-feira, 22 de julho de 2008

O crime compensa...

Dando início aos ''causos'' e depoimentos sobre a produção de cada programa: Leandro Lopes, diretor do Fiz + Sotaques, conta como foi a realização da primeira edição, depois de tanto imaginar um programa plural com repórteres em vários cantos do país.
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Foram madrugadas ao sabor das ‘doces-amargas’ saladas de sentimentos. Em um momento angústia, no outro, alegria, logo depois... desespero. Aí achava que não daria tempo, mas enfim, finalmente, graças ao São Protetor das Tecnologias Vencíveis, o vídeo ficou pronto! “Aleluia!”, ouvi os anjos da consciência pesada gritarem. Estava finalizado o primeiro dos muitos que viriam, estava com início, meio e fim, o Fiz + Sotaques de estréia.

Ninguém havia dito que seria uma tarefa fácil. Primeiro desafio foi superar a comunicação não-oral, a falta de uma boa conversa tête-à-tête. Tudo tinha que ser minuciosamente dito e redito, lido e relido nas conversas sonolentas de uma madrugada afora via msn. Depois, era hora de receber todos os vídeos, um por um, e baixá-los ao mesmo modo (um por um). O computador, nesse momento, trabalha muito mais que eu, não posso negar. Aí chega a hora de assistir tudo e selecionar fala por fala; pedaço por pedaço. E sentir o coração partir porque aquela fala está ótima, mas ficaria solta nesse vídeo. Isso aconteceu o tempo todo. Aliás, entrevistar as pessoas certas gera esse problema: quase tudo que elas falam merece espaço. Mas alguém já disse: ‘a vida é uma ilha de edição’. E editar é muito mais que cortar palavras (como sugeria Drummond): é cortar idéias.

Depois do pré-roteiro estabelecido, hora de explicar detalhe por detalhe ao editor (que assim como nós, pela primeira vez vê e participa de um processo como esse). Daí em diante, basicamente, é negociar ‘tira isso’, ‘coloca isso’, ‘põe essa sonora aqui’, ‘encaixa essa fala lá’. E a idéia – que começou em uma reunião de pauta com gente de tudo que é canto do país em frente ao computador ao mesmo tempo – vai ganhando forma, braços, pernas, cabeça e nasce, e nos enche de orgulho, e arranca comentários, e nos faz dizer: as madrugadas e as saladas valem a pena. O crime compensa!
Leandro Lopes

sábado, 19 de julho de 2008

Férias?

O Fiz + Sotaques entra em folga para a produção de novos programas.

Folga? Que folga?

Estamos trabalhando na segunda temporada, com novos temas e reportagens. Enquanto isso, alguns programas serão reprisados e manteremos aqui, no blog, um canal de contato com o público.

O que acontece durante a produção? Como é feita cada entrevista? Chegamos a grandes nomes representantes de cada assunto e sabemos que é interessante para vocês saberem como é o backstage de um programa produzido nos quatro cantos do país. E a cada entrevista, a cada tema ou reunião, sempre tem alguém com uma grande história.

Na próxima segunda-feira, dia 21 de julho, a primeira reprise será o programa de estréia que teve como tema 'sotaques'. E a cada edição exibida nessa folga, colocaremos aqui no blog causos que surgiram delas.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Programa nº 6!

O Fiz + Sotaques desta semana fala sobre a ditadura, 40 anos depois da implantação do AI-5. Mas não tem coisa mais batida, né? Ditadura para cá, ditadura para lá, volta e meia fala-se sobre isso.

Mas sempre que se fala, fala-se sobre o eixo Rio - São Paulo. E o resto do país?

O que aconteceu em Porto Alegre, RS? E em Irará, BA? Como Belo Horizonte, MG, viveu esse período? E Cuiabá, MT?

A primeira parte do programa "Ditadura Descentralizada" você vê aqui:



Descentralizamos também o programa, que está em duas partes. Eheheh. Veja a segunda:

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Programa nº 5!

A quinta edição do Fiz + Sotaques fala sobre o lado B do esporte, ou seja, todas aquelas questões que envolvem a atividade esportiva, interferindo humanamente na performance de um atleta, e que geralmente não são mostradas. Exemplos: convívio com a dor, ansiedades, expectativas, frustrações, etc.

Em suma, o programa fala do atleta não (apenas) como herói, mas sim como ser humano.

Eis a primeira parte:


Agora a segunda: